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09.04.2019

o post a seguir não tem spoilers

A segunda temporada de O Mundo Sombrio de Sabrina era um dos lançamentos da Netflix mais aguardados do ano, porém a expectativa gerada pela impecabilidade da primeira temporada pode trazer ao espectador uma certa decepção em relação aos primeiros episódios, que apesar de não serem ruins, aparentam ter um roteiro inconsistente. O intrigante é que mesmo com o modo que o inicio foi arrastado com abordagens  superficiais, os últimos episódios são fortes o suficiente para carregar toda a temporada deixando-a excelente – só é necessário ter paciência para poder aproveitar tudo o que a série tem para oferecer.

Desde o ano passado, já sabíamos que a série seria muito mais sombria. Há mais sangue, mais rituais, mais mortes e assuntos mais pesados – e considerados intocáveis – sendo questionados. As diferentes ideologias religiosas e os conflitos sangrentos que elas podem causar também estão presentes em Greendale, assim como acontece fora das telas, vemos uma religião tentando se sobrepor a outra, e resolvendo as diferenças com a violência. O único problema foi que, alguns efeitos especiais não foram muito bem trabalhados e o sombrio se aproximou mais da comédia do que do terror. Algumas cenas que foram criadas para causar medo causaram confusão porque pareciam ter sido feitas com os efeitos de um aplicativo de webcam do computador. Mas, já estamos acostumados com esse empecilho porque ele também está na parte um, então é algo que realmente nem incomoda mais. Talvez a dificuldade com os efeitos especiais é um dos fatores que torna essa série tão única.

Além disso, representatividade é uma palavra que pode definir muito bem essa nova temporada. Temos liderança feminina, luta contra o patriarcado, o desenvolvimento de um personagem transexual, a desconstrução da rivalidade feminina, temos amor livre.  Os personagens ainda estão descobrindo seu papel no mundo, e junto a isso, novos romances chegam no Baxter High e na Academia de Artes Ocultas.  E como esperado, Sabrina está ainda mais poderosa e confiante. Suas virtudes continuam sendo a amizade, o amor, a família. E seja pelo caminho das trevas ou da luz, Sabrina Spellman é um lembrete para os que vivem em um momento político conturbado que todos podem e devem questionar, não há restrição de idade para se impor quando algo está errado.

Confira o trailer:

 

 

site responsável: Alice Melis
01.04.2019

O filme Boy Erased: Uma Verdade Anulada, chegou ao mundo para dissolver os pensamentos homofóbicos e machistas que fomos condicionados a ter. Nesse sentido, o drama biográfico gira em torno de Jared (Lucas Hedges), de 19 anos, que em um primeiro momento, é controlado pelos desejos e ideais de seu pai, Marshall Eamons (Russell Cowe) e de sua mãe Nancy Eamons (Nicole Kidman) – que assim como o filho, abandona suas vontades em prol do marido. A família batista, composta por um pai pastor, mãe submissa e filho obediente,  era a definição de uma família “normal” e feliz. Porém, essa felicidade não passava de uma ilusão, porque quando a homossexualidade de Jared foi revelada, a família tradicional transformou-se na família de “pecadores”.

Em busca de uma solução para o “empecilho”, Marshall envia Jared para um programa de conversão de sexualidade da igreja. Durante o caminho percorrido até esse ambiente, é importante observar a simbologia que é criada através da ação de Jared de colocar o braço para fora do vidro do carro. Ao fazer isso, o menino segue suas próprias crenças e sente-se livre, porém é imediatamente impedido pela sua mãe, que alega que ele poderia perder o braço. E como pode-se imaginar, o garoto apesar de argumentar, coloca sua mão para dentro. E é exatamente assim a relação que ele tem com o mundo/com as pessoas, ele não se posiciona com a concreticidade necessária para defender os seus ideais e portando perde o papel de protagonista da sua própria vida.

A partir da chegada de Jared no programa de cura, somos imersos em um ambiente onde o preconceito é tido como verdade. Victor Skyes (Joel Edgerton), o terapeuta do programa, é a personificação da homofobia. Ele apresenta um discurso violento, recheado de palavras que só servem para abusar do psicológico de seus pacientes. Nesse sentido, os inscritos no programa são obrigados a lerem na frente de todos sobre os seus atos e pensamentos pecaminosos, e o interessante é que Victor aparenta sentir prazer observando a situação. Isso pode levar o telespectador a acreditar que o terapeuta não tem intenção de ajudar os adolescentes mas sim de satisfazer as suas próprias vontades através de palavras que pertencem a outros. Além disso, o filme apresenta a definição de masculinidade que existe fora das telas, e ela é imposta aos indivíduos presentes. Eles são obrigados a treinar um aperto de mão forte, praticarem um esporte, a adotar uma postura considerada máscula, a engrossarem suas vozes, e entre outros fatores que já foram pré definidos pela sociedade. É como se o fato de não serem “masculinos o suficiente” os tornassem gays. A única garota presente, Sarrah (Jesse LaTourette), é obrigada a avaliar esses garotos, cumprindo também com o papel de gênero.

Os momentos que ocorrem no programa são tensos, nos fazem prender a respiração, e causam desconforto porque o preconceito está completamente exposto, e o diretor (Joel Edgerton) o dilacera na frente dos nossos olhos – em um curto período de tempo. 

Ao mesmo tempo que vivemos com Jared os dias na terapia, também somos levados ao passado para entendermos como se deu o descobrimento de sua orientação sexual e o que levou até esse local. Em decorrência a isso, o filme pode tornar-se um pouco confuso, uma vez que a linha do tempo não é linear. Momentos felizes são apresentados, como por exemplo a amizade que é construída entre Jared e Henry (Joe Alwyn), o que alivia um pouco o desconforto causado pelo filme, porém, dura pouco pois com a construção do clímax, somos transportados para um local sombrio. As cenas que servem como estopim para a mudança brusca na vida de Jared, exigem que o espectador tenha um estômago forte. Ela é bem gráfica e não é recomendada para pessoas sensíveis e menores de 16 anos.

De volta a terapia, vemos a visão de mundo do protagonista sofrer algumas mudanças. Após algumas conversas com seus colegas Cameron (Britton Sear), Gary (Troye Sivan) e John (Xavier Dolan),  além de Jared perceber que a conversão não é real pois a orientação sexual não é uma escolha, também descobre que o programa ameaçava roubar o seu futuro. Pensamentos contra a terapia invadem a mente do garoto, e então, em uma situação em que Victor abusa de seu psicológico, ele finalmente deixa de ser o menino que apenas cede as vontades dos outros, pede ajuda de sua mãe e deixa tudo isso para trás.

Um salto temporal é dado, e nos deparamos com um Jared assumido e orgulhoso, rodeado por amigos, um Jared que coloca a mão para fora da janela do carro sem receios. Da sua dor, nasceu sua carreia. A tensão que sentimos é substituída pelo amor – o que Jared tem por ele mesmo, o de Nancy e o de Marshall, que apresar de ter seus preconceitos enraizados no seu corpo, encontra-se disposto a se desconstruir. A história da violência sofrida por Jared, é um sopro de esperança para os que enfrentam situações semelhantes.

O filme já está disponível em dvd e pode ser comprado pela internet.

site responsável: Alice Melis
18.01.2019

 

Um dos mais aclamados programas da televisão brasileira é o Sai de Baixo. O sitcom que nasceu graças a criatividade do ator Luís Gustavo, agora estará nas telonas, com mudanças arriscadas.

É claro que nada ofusca Miguel Falabella nem tampouco as multitalentosas Aracy Balabanian e Marisa Orth, porém o medo que predomina é o roteiro vir fraco, já que mudanças bruscas foram impostas no enredo. Um exemplo disso foi a Cláudia Jimenez não aceitando o papel de empregada no filme. Cacau Protásio foi a substituta, será que ela consegue fechar a fenda deixada por Márcia Cabrita?

A forma como Tom Cavalcante pode transmitir também é de se observar, já que pode imprimir um humor ultrapassado.

As apostas são positivas, mas apesar das disso, não seria a primeira vez que nós nos decepcionaríamos com alguma comédia brasileira. Vamos torcer!

Confira o trailer da comédia que estreia dia 21 de Fevereiro.

 

 

 

site responsável: Alinne Torre
23.12.2018

Após audiência inferior ao esperado, a plataforma digital resolveu não dar continuidade à animação.

Superdrags foi de fato uma série extremamente super estimada. O roteiro não favorecia e os esteriotipos só fizeram com que se fortalecem a ideia de que os homossexuais são todos iguais.

Ainda que houvesse uma cadência ao desenvolver a animação, faltou algo, foi como tirar 10 em uma prova, 0 na outra e atingir a média 5, o suficiente para não conseguir o necessário.

Logicamente é uma grande de perca para o mundo LGBTQ+, já que segundo algumas pessoas, a série ajudava a dar voz e empoderamento, mas não foi bem assim.

Fora as sátiras cansativas, ainda temos uma pitada de repetições o que condena profundamente a série. Todos concordam que é triste ver uma animação não conseguir voar como devia, mas de fato, o enredo não ajudou.

 

Conheça a animação:

Três colegas de trabalho levam vidas duplas como funcionários em uma loja de departamentos e drag queens super-heroinas. Elas combatem o crime e outras forças como uma Drag malvada e um político conservador.

site responsável: Alinne Torre
27.11.2018

A famosa fanfic escrita por Anna Todd que foi inspirada em Harry Styles, ex integrante do One Direction, que virou uma série de livros intitulado “After“, ganhou o seu primeiro trailer e pôster oficial.

A trama narra a história de Tessa Young (Josephine Langford), uma aluna dedicada, filha obediente e namorada fiel, durante seu primeiro semestre na faculdade. Com grandes ambições para o futuro, seu mundo protegido se abre quando ela conhece o misterioso Hardin Scott (Hero Fiennes Tiffin), um rebelde que a faz questionar tudo o que ela sabia sobre si mesma e o que queria para sua vida.

Esta série tem uma fama entre os leitores de 8 ou 80: ou você ama, ou você odeia.
eu particularmente não gosto dos livros, pois algumas coisas não me agradaram.

Mas sem dúvida, os fãs e os não fãs se surpreenderam com o trailer, tanto por semelhanças, como diferenças dos livros.

O filme tem previsão de lançamento no cinema para abril de 2019 !

site responsável: Bianca
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