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O Diabo de Cada Dia que estréia hoje na plataforma de Streaming Netflix. É talvez um dos filmes mais aguardados, seja por seu elenco repleto de estrelas ou por sua história um tanto quanto polêmica. Nós do Parada Pop tivemos a oportunidade de assistir  e vamos contar tudo o que achamos dele para vocês.

“Em um lugar tomado por corrupção e violência, um jovem enfrenta figuras sinistras para proteger quem mais ama.”. Ao nos depararmos com essa sinopse, mal sabemos que entretanto, o longa é muito mais que isso.

Pois ele trata um dos temas mais complexos e difíceis de se explorar: a religião.

Inicialmente somos apresentados a Willard (Bill Skarsgård), um soldado que está voltando para sua cidade após uma temporada na segunda guerra. Após esse acontecimento em sua vida e todas as atrocidades a qual ele presenciou, Willard acaba não se considerando mais um homem de fé. 

Porém, em certo momento da sua vida, ele acaba se sentindo tocado. Então começa a tentar de seu jeito, se aproximar de Deus, chegando ao ponto de construir um altar em seu quintal. No entanto, o gatilho, por assim dizer que faz sua fé começa a aumentar é quando sua esposa adquire um câncer bem agressivo. Onde ele em uma forma desesperada acaba apelando para Deus de um jeito um tanto quanto extremista, por assim dizer. Forçando inclusive seu filho Arvin (Michael Banks) de apenas 9 anos a rezar mesmo contra sua vontade pela vida da mãe.

Nessa mesma passagem de tempo somos apresentados a Sandy (Riley Keoug) e Carl (Jason Clarke) um casal do que podemos chamar de serial killers. Eles realizam seus assassinatos se aproveitando da “inocência”  de suas vítimas ao lhes oferecer carona. De fato, podemos afirmar que o casal é um dos principais elos de ligação com praticamente todos os personagens principais da trama.

Também conhecemos Lenora (Ever Eloise), uma bela jovem que acaba sendo criada pela avó. Após a mãe sofrer um atentado pelo próprio pai, Roy, um pastor extremista que utiliza Deus como justificativa para cometer tal ato. E ao Xerife Lee Bodecker (Sebastian Stan), um policial corrupto que vive na tentativa de ser eleito prefeito da cidade.

Confira o trailer do longa:

Após um acontecimento, Arvin acaba indo morar com sua avó e é nesse ponto que sua vida se cruza com a de Lenora. Os dois acabam sendo criados juntos e desenvolvem o sentimento de irmãos. Com o passar do tempo Lenora (Eliza Scanlen) e Arvin (Tom Holland) são criados dentro da doutrina religiosa severa. Na qual Lenora faz questão de seguir e se orgulha disso, ao contrário de Arvin que herdou o temperamento do seu pai.

Nesse mesmo período conhecemos o pastor Preston Teagardin (Robert Pattinson) que chega a cidade para substituir o antigo regente da cidade. Como toda chegada no interior acaba gerando motivo de festa. Talvez ao meu ver o pastor é o dono das cenas que causam maior revolta em quem assiste.

A forma como Pattinson transmite na tela a personalidade do pastor é impressionante e nos seja o principal que nos faz ter essa revolta.

A trama de pouco mais de 2 hrs consegue alinhar os fatos e cruzar as histórias sem se perder. Por si só ela nos faz pensar em como a religião pode levar o homem a cometer certas coisas que ao ver dos outros é algo péssimo. Nos faz questionar nossa própria fé. Apresenta claramente a forma como algumas pessoas buscam na fé de forma desesperada. A cura para algo que não encontram no mundo. Onde em sua grande maioria quando não é realizado, acaba tendo a significância de que a sua fé não foi o suficiente e que mais deveria ser feito, mesmo que chegue ao extremo. 

Além disso, também nos deparamos com o quanto o homem pode usar a fé de outras pessoas para conseguir o que lhe convém. Assim como, culpar algo ou alguém que você acredita por seus atos, com o intuito de não se sentir culpado sozinho, por assim dizer. 

Com a direção assinada por Antonio Campos e produzido por Jake Gyllenhaal, a dupla teve sucesso ao levar a obra literária de Donald Ray Pollock para as telas e devo dizer que mesmo sendo totalmente ficção, podemos traduzir certas partes para alguns acontecimentos que vemos na vida real.

Como falei acima, O Diabo de Cada Dia nos faz refletir sobre nossas ações no dia a dia e sobre o que achamos que é certo errado, a forma como aceitamos ou não uma rejeição e até mesmo a quem e quando devemos ouvir. 

Acredito que se em algum momento você se identificou com algum personagem, seria bom rever um pouco as escolhas que está levando para a sua vida.

Marina

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Tema por Gabriela Gomes