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A autora Tracey Garvis Graves (cujo best-seller ‘On the Island’ ficou por semanas entre os mais vendidos e foi também adaptado para o cinema) finalmente chegou com mais um lançamento. Contudo, desta vez ela está retratando um amor jovem e puro, mas que é interrompido de maneira trágica, que tempos mais tarde, busca uma segunda chance.

No entanto, apesar do enredo parecer muito comum a história se modifica e vira uma obra tocante pois a protagonista, Annika, é portadora do espectro autista e se apaixona numa partida de xadrez por um rapaz, Jonathan, com sérios problemas emocionais.

Sem Lógica para o Amor – Tracey Garvis Graves @EditoraJangada ~ Meu Vício  em Livros

Portanto, ambos personagens e seus problemas ainda buscam viver um amor acima de qualquer coisa, mesmo após tantos anos. “Sem Lógica Para o Amor” nos dá uma aula de como pessoas “fora dos padrões” são capazes de realizar tudo que sonham, dar voz e vasão aos seus sentimentos e, sobretudo, como podem ser felizes juntas.

Na entrevista que Tracey gentilmente nos concedeu, a autora foi sincera em falar sobre todo o desenvolvimento do livro, bem como um pouco mais sobre a história dos personagens. Além disso, também comentou sobre o carinho que sente pelos fãs brasileiros! Então, sem mais delongas, confira nosso bate-papo.

Tracey em entrevista para Parada Pop:

PP: Como você se inspirou para escrever um romance onde a protagonista Annika é portadora do espectro do autismo e o protagonista Jonathan tem sérios problemas emocionais?

Tracey: Eu tive dificuldade em descobrir o caráter de Annika. Eu não sabia que ela estava no espectro quando comecei a esboçar o livro. Eu só sabia que ela era alguém que não mudaria por Jonathan. Ele seria esse cara tenso da fraternidade e Annika seria esse tipo de menina boêmia que não gostava de usar sapatos. E Jonathan gostaria que ela mudasse e fosse menos volúvel. Annika queria que Jonathan ficasse menos tenso e mais persistente. E essas características não me excitavam nem um pouco. Mas quando percebi que Annika nunca mudaria por causa da forma como seu cérebro estava conectado, fiquei muito animado. E então eu percebi que Jonathan não queria que ela mudasse. Ele se apaixonou por quem ela era como pessoa. Annika também permitiu que Jonathan fosse exatamente quem ele era e ela não tinha nada de seu passado contra ele. Essa era a história de amor que eu queria contar.

PP: Mesmo sendo um romance, você está trazendo personagens que têm seus problemas e claro que vai mostrar como os dois superaram isso ao longo dos anos, juntos ou não. Como foi o processo de pesquisa para falar sobre um personagem com espectro autista?

Tracey: Além da pesquisa clínica que conduzi, também li muitas postagens em blogs, livros e artigos escritos por mulheres nesse espectro. Eu queria aprender o que era mais importante para eles ao navegar pelas interações com pessoas e circunstâncias neurotípicas. Queria mostrar os desafios que eles enfrentaram e a tenacidade que exibiram para serem vistos, ouvidos e amados.

PP: O romance seguirá o passado de Annika e Jonathan conforme eles definem seu presente e futuro. Durante o processo de escrita, você pensou em finais diferentes para o casal ou você só tinha um fim em mente desde o início?

Tracey: Bem, eu sempre soube que eles acabariam juntos porque o slogan de todos os meus livros é “Ficção contemporânea com um feliz para sempre”. Prefiro livros com final feliz, principalmente quando me apaixono pelos meus personagens e quero fazê-los felizes (depois de tudo que passei). Jonathan e Annika conquistaram cada pedaço de seu feliz para sempre.

PP: A história se passa há alguns anos, em uma década diferente da atual. Olhando para a sociedade daquela época e olhando para a sociedade de hoje, você sente que em relação às pessoas com autismo ainda existe uma barreira na sociedade?

Tracey: Eu defini o livro nos anos 90 / início dos anos 2000 porque queria que faltasse smartphones e menos tecnologia em geral do que temos agora. Meu filho nasceu no final dos anos 90 e lembro-me de haver muito pouca informação sobre o TEA (mais tarde ele foi diagnosticado com um distúrbio sensorial). Agora há muito mais informações disponíveis e os transtornos do espectro são muito comuns. Existem programas de TV com personagens do espectro e é algo que é destacado em vez de minimizado. As crianças estão sendo diagnosticadas mais cedo e definitivamente há mais recursos para os pais. A adolescência de Annika poderia ter sido tão diferente se ela tivesse nascido em uma época diferente.

PP: Você acha que ao redor do mundo pode haver uma Annika ou um Jonathan, não necessariamente vivendo um romance, mas como pessoas vivendo suas vidas e com os mesmos problemas mencionados? O que você diria a eles?

Tracey: Com certeza, existem pessoas como Annika e Jonathan no mundo. Sei disso porque muitos deles me escreveram para dizer que A garota que ele conhecia os fazia se sentir vistos e ouvidos. Também recebi mensagens de pais dizendo o quanto seu filho os lembrava de Annika e esperando que ela pudesse encontrar um parceiro como Jonathan algum dia. Eu diria a eles para não mudarem nada em si mesmos e para abraçar os dons especiais que eles trazem para todos os seus relacionamentos.

PP: Você teve um bloqueio criativo para escrever seu novo romance? Como foi?

Tracey: Sempre tenho um certo bloqueio criativo quando começo um novo projeto. Como escritores, tendemos a ter uma visão em nossas cabeças quando começamos a esboçar um novo livro. Descobri que lidar com o medo e a incerteza em torno do projeto é a única maneira de meu cérebro criativo entrar a bordo. Uma vez que isso acontece, minha criatividade e confiança em uma ideia começam a aumentar e é quando eu realmente encontro meu caminho. Com A garota que ele conhecia, eu não tinha certeza se os leitores se conectariam com esse tipo de história de amor, mas meus medos eram infundados. Annika e Jonathan roubaram o coração de meus leitores.

PP: Ambos os personagens têm muito a ensinar aos leitores devido às histórias de vida e aos problemas que irão enfrentar ao longo do livro. Que mensagem você quer transmitir aos leitores com a união dessas almas?

Tracey: Eu adoraria que os leitores levassem embora a mensagem de que existem pessoas no mundo que se apaixonarão por você, não apesar dos desafios que você traz para o relacionamento, mas por causa deles. Há tantos presentes especiais que Annika trouxe para o relacionamento e a aceitação total de Jonathan de quem Annika era como pessoa mostrou que ele era capaz de abrir sua mente e coração para uma mulher que se tornaria seu único amor verdadeiro.

PP: Por fim, que mensagem você gostaria de deixar para os leitores e fãs brasileiros?

Tracey: Em primeiro lugar, amo e aprecio meus leitores brasileiros mais do que eles jamais saberão. Eles são tão solidários e entusiasmados com meus livros e eu amo isso! Quero agradecer a todos por todas as menções e comentários nas redes sociais. Não posso dizer o quanto me encanta saber que minhas histórias tocaram leitores que vivem tão distantes. É realmente emocionante!

Por fim, já podemos entender que “Sem Lógica Para o Amor” será capaz não só de retratar um amor, mas de conscientizar a sociedade. Ademais, para aqueles que se interessaram em ler e-book ou adquirir a versão física basta apenas clicar aqui.

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Alinne Torre

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Tema por Gabriela Gomes