Música Cinema Teatro Literatura Moda Roteiros

Se você curte uma banda que é inovadora e bem espontânea, esse radar pop é pra você. A Banda Lupa, originalmente de Brasília, é composta por Múcio Botelho (cantor), João Pires (baterista), Lucas Moya (baixo), Victor Fonteles (guitarra) e André Pires (teclado), cinco meninos bem avacalhados e cheios de liberdade. Ainda, temos que acrescentar que carisma é, certamente, um ponto forte da Lupa.

Motivados pelo sonho de não só fazer música como inspirar vidas, a Lupa vem cada vez mais conquistando seu lugar no cenário musical brasileiro. O estilo deles é mais voltado pro rock alternativo, mas os meninos fazem questão de afirmar que eles são inspirados por todos os estilos musicais. Aliás, a Lupa é bastante versátil nesse sentido. Com um talento nato, o grupo coleciona mais de dois milhões de plays nas plataformas de streaming e estão, cada dia mais, conquistando o público nacional.

Recentemente a banda assinou com a gravadora Sony Music, pela qual lançaram seus últimos três sigles: “Oi :)”, “E Se Não Der Pra Esperar” e a mais recente “Bixinho”. É importante, ainda, ressaltar que essas produções sucedem o primeiro álbum de estúdio da banda intitulado de “Lupercália”. Inclusive, existe uma história bem interessante por trás desse. É que todo o álbum foi financiado por admiradores que acreditaram no trabalho dos meninos. É emocionante, né? E a partir disso os brasilienses estão sendo cada vez mais impulsionados pelo amor do público.

Nova etapa para a Lupa

Recentemente a banda assinou com a gravadora Sony Music, pela qual lançaram seus últimos três sigles: “Oi :)”, “E Se Não Der Pra Esperar” e a mais recente “Bixinho”. É importante, ainda, ressaltar que essas produções sucedem o primeiro álbum de estúdio da banda intitulado de “Lupercália”. Inclusive, existe uma história bem interessante por trás desse. É que todo o álbum foi financiado por admiradores que acreditaram no trabalho dos meninos. É emocionante, né? E a partir disso os brasilienses estão sendo cada vez mais impulsionados pelo amor do público.

Mas retornando as novidades… Junto com novo contrato vem novas oportunidades. Dessa forma, a dinâmica não poderia ser diferente com a Lupa. Os meninos logo receberam a notícia que tocariam em um dos maiores festivais do mundo. Em grande estilo e com muita ousadia, a Lupa irá se apresentar no Rock in Rio! Um sonho surreal, dizem os meninos. Assim, com toda sua paixão e energia, o grupo irá compor a line-up do palco Supernova, às 15:30, do dia 3 de Outubro (amanhã!).

Sendo assim, afim de conhecer melhor esses meninos tão carismáticos e verdadeiros, o Parada Pop bateu um papo super legal com Múcio (vocalista da banda). Então, sem mais delongas, vem conferir:

Em que momento vocês perceberam que seguir no ramo musical era o sonho de vocês? Como vocês conseguiram chegar ao quinteto perfeito e existe algum motivo especial para a banda se chamar “Lupa”?  

“Olha, eu vou inverter a sua pergunta. Desde sempre a carreira musical é um sonho. Ai eu vou te falar quando isso virou uma realidade, pode ser? A partir do momento que a gente teve o nosso primeiro ensaio. O negócio deu tanto certo. A gente é uma banda muito avacalhada sabe. E no primeiro ensaio que a gente fez já tínhamos certeza que iria dar certo. E isso é a coisa mais absurda do mundo porque eu não conseguia nem cantar, eu nem cantava no início da Lupa. Eu decidi que eu ia cantar quando eu montei a Lupa.

Então assim, a gente era tão ingênuo e eu acho que isso é tão importante que as coisas deram certo. A gente acreditava que nem uns bobos e quem acredita corre atrás. E o melhor começa a acontecer. A gente desde do nosso primeiro show decidimos que não ia tocar música dos outros, só as nossas. E a gente vai fazer uma noite mais legal que a gente conseguir pra galera porque se a pessoa sai de casa pra ver um show não quer só ver uma banda tocando música, eu quero ter uma noite incrível.

E eu to competindo com Netflix, com cinema, com baladas… O que diabos eu vou parar em um show só tocando músicas? Então cara, a gente desde o começo avacalhamos de um jeito pra fazer as pessoas terem a noite mais legal da vida delas. E vem dando certo, sabe? A gente vê as pessoas se identificando com a mensagem, acreditando naquilo que a gente faz e empurrando a gente pra frente. Então assim, desde do começo já sabíamos que iria dar certo.

Processo de composição de formação

Então, nós já fomos muitos… Enquanto a Lupa tocava em palcos com 2m² a gente já chegou a ter 8 pessoas na banda. A gente já teve um trio de metais tocando com a gente, foi uma loucura. Olha, no começo da Lupa eu tocava em outra banda e eu compunha as músicas só que não cantava. E eu pensei que no dia que eu começar a cantar eu quero procurar um público que não tenha nada a ver com a galera que eu conheço, só quero gente esquisita. De outro mundo. Eu quero mudar, sabe? E eu fiquei 1 ano correndo atrás de gente. Chuta onde que eu fui achar a pessoa que eu precisava? Na casa da minha vó!

O João, o nosso batera, ele é meu priminho. E tipo assim, eu sabia que eu tinha um priminho que tocava bateria e eu achava fofo. Ele também tinha um primo que tocava guitarra, e ele achava fofo. Só que a gente nunca se levava a sério, sabe? A gente não era nem muito amigo, também. A gente não era muito próximo. Ai o Juninho montou uma banda e o pai dele, Tio Paulinho, ele tinha um pub. E o Juninho usava o pub pra ensaiar. Ai eu como um bom músico, tentando economizar uns trocados… Falei “Ô João, deixa a gente ensaiar no pub depois de vocês” e ai ele disse “Vamos lá”. Ai o que aconteceu o Juninho estava ensaiando com a banda e logo depois a Lupa iria lá ensaiar. E o Juninho ficava lá arrumando nosso som na época, dando uma moral a gente.

Ai o baterista que eu tava colocando na banda não pôde ir pro ensaio, ele saiu. E aí eu falei “Ô João, sobe ai” só pra gente poder terminar o ensaio. E aí quando ele subiu na bateria ele destruiu, sabe? Ele arrasou e eu fiquei “Meu Deus do Céu, não precisa nem o convite”. Eu já estou te comunicando, você é parte da Lupa. Vambora que vai dar certo.

Quinteto perfeito

E aí o Juninho entrou, o Lucas que é o baixista já estava com a gente, logo em seguida entrou o Victor que foi quem me fez querer começar a cantar e por último entrou o Dezinho. O Dezinho não participou no primeiro show da gente porque o André negou a gente, cê acredita? Quando a gente tava nós quatro, eu falei “Gente, eu ainda preciso de um tecladista que toque percussão”. E os meninos disseram “Não, não há necessidade”. Mas enfim, o André catei, catei, catei e achei esse menino. Ai fui no show de uma banda toda que ele tinha e fui lá falar com ele. Cheguei “Ô cara, a gente tá montando uma banda… Queria que você participasse.” E aí ele disse que andava muito ocupado ultimamente e não iria ter tempo. E aí eu falei “Não cara, de boa. Valeu.”

Uma semana depois a gente fez o nosso primeiro show, e depois de mais uma semana fizemos nosso segundo show lá no pub do Tio Paulinho. E adivinha quem que tava no público? O Dezinho. Ele foi pra lá por conta de uma amiga minha que era namorada dele na época e aí ele contando essa história é muito engraçado.

Porque ele fala assim “Olha, quem era de banda em Brasília tinha um jeito muito certinho de assistir show de outras bandas. Era o seguinte: você chega na frente do palco, cruza os braços, dá uns quatro passos pra trás e fica esperando pra ver o que você vai xingar do povo da banda. E aí de repente eu te vi em cima do palco, você todo avacalhado, e aí de repente eu tava com o olho, batendo palmas e pensei “Meu Deus, eu tenho que participar disso”. No dia seguinte ele já entrou na Lupa. E aí a partir daí foi uma loucura.

Diferença de outras bandas

E o engraçado da Lupa é que a gente é diferente de todas as bandas que conhecemos. Porque geralmente a galera é assim “ai a gente é amigo desde sempre”, “a gente é muito fã de não sei que banda”, sabe? E a gente não, cara. A gente não se conhecia, ninguém da Lupa se conhecia. Nem meu primo eu conhecia direito. Tipo assim era surreal. A gente não montou a Lupa pra fazer um tipo específico de som. Eu só procurei cinco meninos que acreditassem na mesma mensagem. E acho que é por isso que a gente dá tão certo. Porque a gente consegue fazer tudo que a gente quiser sem ter medo. Por que vai “A gente não é rock”, caguei se não é rock. É de verdade, faz sentido pra gente então a gente vai fazer.

Sobre o nome da banda

Tem! Você quer a história longa ou a curta? Então, eu vou te dar uma a média. Eu tava em Roma, fui fazer uma viagem pra Itália e aí eu estava em uma excursão com um bando de velhinhas. Eu sou esquisito, sabe? Eu era o único moleque no meio de um bando de vovós e vovôs. E aí a gente tava em Pompeia, né. E perdido do grupo, andando por lá, eu entrei em uma casinha que na porta estava escrito “Lupanar”.

Lupanar, exista na Roma Antiga uma parada chamada Lupercália. A Lupercália era uma festa que duravam várias noites e celebrava uma homenagem ao amor e a fertilidade. E aí as estrelas dessas noites eram as mulheres romanas. Que eram chamadas de Lupas. E elas viraram sinônimos de amor carnal, de entrega, de euforia e celebração da felicidade, entendeu? E aí que veio o nome de “Lupa”. É disso que a gente fala.

Vocês cantam sobre amor na sua forma mais livre e quebram tabus enraizados na nossa sociedade, certo? Sendo assim, qual a mensagem mais importante que gostariam de transmitir através do som de vocês? 

“Cara, eu acho que a música ela nunca anda separada da política. Pelo menos pra Lupa, sabe? A música pra gente ela é um instrumento, sabe? Ela é um meio, não o fim. A gente não se junta pra fazer música. Tanto que, assim, a primeira coisa que perguntam é sempre “O que é Lupa?” e a gente responde que o que a gente faz não é sobre música, Lupa é amor.

A mensagem

Porque o que importa pra gente é a mensagem que estamos passando. É a mudança que a gente consegue fazer na vida das pessoas. E tipo assim, hoje em dia você falar de amor é um puta ato de coragem, sabe? Você se mostrar frágil, se mostrar vulnerável. Nós somos cinco moleques, sabe? No começo a gente tomava muita patada porque ninguém entendia o que diabos estávamos fazendo. Porque a gente é carinhoso, a gente tá sempre abraçado. A gente não acredita em separação, a gente quer todo mundo perto. A gente é entregue, gaiatos, não temos senso de espaço pessoal. Estamos sempre perto de todo mundo, sabe?

E assim, somos esquisitos e não machões. Então, isso é uma das coisas que a gente teve questão de fazer e Graças a Deus a gente fez isso. E a coisa mais linda que a gente viu é que o nosso público é a maioria é bem jovem, uma galera de 15 a 22 anos, assim no grosso. E velho, é o público pra quem a gente fala. É a galera que está começando a namorar, que tá começando a se descobrir sexualmente, sabe? Assim, o que está legal pra eles e o que eles são. E a gente percebe que é um público que não tem sossego nenhum, sabe? Que não tá bem em casa, na escola e não sossega no trabalho.

Sobre os fãs

E uma das coisas mais legais da Lupa é que a gente tem grupos com os maiores fãs do Brasil. A gente tem quatro grupos com 250 pessoas. Então é tipo assim os 1000 maiores fãs da Lupa no Brasil. E a gente consegue criar um ambiente de segurança pra esse povo, sabe? De conforto. Porque eles não encontram em outros lugares. E isso era algo que a gente não esperava, veio como uma consequência natural. Por conta do jeito que a gente é, das coisas que a gente fala e das coisas que acreditamos. A partir disso, a gente cria um ambiente de segurança pra essas pessoas.

Cara, a Lupa tem os melhores fãs do mundo. Não é porque eles sabem todas as músicas de cor, mas é porque são as melhores pessoas. São pessoas incríveis e acolhedoras. Então assim, as pessoas botam lá no grupo, elas contam os perrengues que elas passam, todo mundo lá conversa, trocam ideias, fazem uma terapia coletiva. É muito doido, então assim esse negócio da mensagem pra gente… Eu não consigo explicar de outro jeito a não ser “Lupa é amor”. Porque essa mensagem de acolhimento e segurança que queremos passar.

Dever social

E cara a gente não pode falar por ninguém porque nós somos cinco moleques brancos, da capital do Brasil, todo mundo rico, sabe? Ninguém nunca passou por dificuldades. Mas cara eu acho que é o nosso dever e obrigação ser escudo pra todo mundo que a gente puder ser, né? Então, se a gente tem espaço pra falar, tem alcance e tem visibilidade, a gente tem obrigação de fazer isso, sabe? Obrigação de ser escudo pra galera. É isso cara, música é política, se vestir é política, falar de amor é política. Então que a gente faça isso bem que nem a gente vem fazendo. Eu fico muito feliz com isso, sabe? Minhas duas paixões que é a música e a política e cada dia mais eu sinto que não dá pra você separar essas duas coisas.

Conexão com o público

No começo da Lupa eu virei pros meninos e falei “Gente, eu to cagando pra convencer intelectualmente o nosso público”. Honestamente, eu não to nem aí. Não é isso que eu quero. Eu quero convencer o coração das pessoas porque a partir do momento que uma pessoa se conecta com a gente com coração é porque ela vai estar amarrada com a gente pro resto da vida, sabe? A gente tem uma coisa que é além do racional.

Cabeça a gente muda, a gente muda de ideia toda hora. Agora cara, a partir do momento que eu conquisto uma pessoa pelo, adeus. Vai fazer parte da sua vida pra sempre. E isso vai provocar uma mudança na pessoa de verdade. No jeito que ela é, no jeito que enxerga a vida e como interage com os outros, sabe? E isso é a coisa mais legal.

Por isso que eu acho que a nossa relação com os nossos fãs é profunda do jeito que é. Porque não é só “Ah, as músicas da Lupa são legais”. Ok, elas são legais mas e ai? Milhões de bandas tem músicas legais porque eu gosto mais do som da Lupa do que das outras? É por conta disso, sabe? Porque é uma ligação além disso. É de energia, sei lá, é um negócio muito holístico que nem consigo identificar, sabe? Mas muito especial.”

Agora vamos falar um pouco sobre a música nova! “Bixinho” foi lançada recentemente e é a terceira canção desde o álbum “Lupercália”, certo? Qual foi a inspiração dessa música e como rolou o processo de produção do clipe? 

Cara, “Bixinho” eu escrevi ela em uma das noites mais legais da história da Lupa. A gente tava, agora no final do ano em Novembro, a gente tava fazendo a nossa primeira turnê pelo Nordeste. É um lugar que a gente queria ir desde infância. E no começo da banda a gente sempre viu muito show por lá e nunca tinha conseguido ir.

Ai a gente foi tocar em feira de santana, simplesmente foi um shows que eu mais amei na vida. Foi uma energia louca! A gente foi pra lá achando que a gente não ia ter muitos fãs lá. E aí a gente chegou lá e tinha fã pra caramba. Tinha muito fã. E todo mundo tava afiado. Todo mundo lá do festival conhecia a gente. Ai acabou o show e a gente sempre fica lá pra tirar foto com todo mundo, a gente monta uma “filona” e só sai de lá quando atende todo mundo, sabe? E aí tava todo mundo abraçando a gente, super carinhosos e chamavam a gente de “bixinho”, “bixinho”. E eu fiquei com esse negócio na cabeça.

Processo de produção do single

Saindo de lá, entramos na van pra irmos pro Aeroporto pois tínhamos show em Natal no dia seguinte. E aí os meninos tudo dormem, eles apagam depois do show. Eu não dou conta porque eu fico uma pilha de energia. E aí eu tinha 40 minutos e fiquei pensando em “bixinho” com a guitarra do meu lado. Eu peguei ela e em 40 minutos saiu a música quase inteira.

Chegando no saguão do aeroporto, os meninos arrumando as malas e eu cheguei “gente, escrevi isso aqui” e eles não acreditaram. Eles amaram, apaixonaram na música. Ai quando voltamos do Nordeste a gente foi até o Jean, que foi o cara que levou a gente pra Sony, assinamos com a Sony e aí uma semana depois, em uma noite no estúdio, eu gravei “bixinho”.

O clipe

O clipe foi muito doido, também, a gente nem ia gravar o clipe de “Bixinho”. A gente tava gravando o clipe do próximo single que vamos lançar. E aí chegou no final do dia, estávamos lá desde 8:00 da manhã gravando esse outro clipe, ai eu vi o estúdio todo cagado, todo bagunçado e eu falei “A gente vai gravar o clipe de Bixinho agora.” O juninho tava com febre, cara, desde cedo. Ai quando eu mostrei a música, que ainda era uma prévia que eu tinha gravado, foi quando ele ressuscitou. E aí do jeito que as coisas estavam no estúdio resolvemos gravar mostrando o jeito seco mesmo.

E gravar a gente ao vivo, tocando a música. Porque a gente não tem um clipe que é assim. E é uma das coisas que as pessoas mais falam que amam na gente que é a energia, sabe? É o jeito que a gente se entrega e a gente nunca teve isso. Os clipes são todos de outro jeito então pensamos em fazer um clipe louco assim. To cagando se a gente tá sem maquiagem, “tamo” com roupas esquisitas e tá todo mundo feio. Não ligo, não ligo. Vamos gravar, vai ficar massa. E aí a gente gravou bem seco esse negócio. Em menos de 1 hora a gente fechou o clipe. Foi uma loucura.”

Então, sem mais delongas, vem assistir essa produção massa:

E chegamos a um assunto bem marcante para a carreira de vocês… O Rock In Rio. Como estão se sentindo por tocar em um dos maiores festivais do mundo? Qual foi a reação quando receberam o convite… Me contem tudo! E claro, o que o público do Festival pode esperar do show de vocês? 

Honestamente, eu só vou acreditar que eu vou tocar no Rock in Rio na hora que eu estiver atrás daquele palco, sem camisa, me alongando e pulando pra subir, sabe? Porque não é possível, de verdade. É surreal, cara. Olha, eu acho que deve ser no Brasil inteiro mas aqui em Brasília com certeza isso acontece assim, você tem uma banda ai o que acontece vem família, vem amigos, tudo dizendo “ei, quando vocês vão tocar no Rock in Rio?” E aí você fica assim “Ai, não sei… Um dia” E meu Deus do céu, só não tá agora porque tá acontecendo mesmo, sabe?

Não era uma coisa que a gente tava planejando. Não tem nem como planejar isso, né meu Deus do céu? E surpreendente isso aconteceu na nossa vida. Não foi algo que corremos atrás pra acontecer, sabe? Brotou assim na nossa vida. Dois meses atrás, o Jean, aquele que eu falei que levou a gente pra Sony, ele falou com os meninos assim “ei, vocês vão tocar no Rock in Rio, “Tô achando que vocês vão tocar no rock in rio”. Ai os meninos falaram pra gente eu fiquei “Gente, o Jean tá ficando louco, ele deve ter parado de tomar algum remédio porque não faz o menor sentido”. A gente não conhece ninguém, sei lá.

E aí passou um mês e o Jean continuou falando disso e aí os meninos falaram “cara, eu acho que vai rolar mesmo” e eu “não vai rolar, negativo”. Não chegou nada pra gente, não chegou um convite, sei lá falta menos de um mês não é possível que eles façam um negócio assim.

A comprovação da notícia

Ai faltando 2 semanas pra completar 1 mês antes do Rock in Rio, eu tava dormindo aqui em casa e o Lucas me liga. E o Lucas já tem essa mania de ligar pra mim e contar uma mentira pra eu tomar um susto, sabe? Então tipo assim, ele me ligou e falou “Ei, Múcio. O que você tá querendo fazer em Outubro? Vai fazer alguma coisa assim?” Ai eu “mano, você me acordou pra me encher o saco?” ai ele fez “Não, Múcio. É que eu to pensando em tocar no Rock in Rio”. Você acredita?

Ai eu disse “Lucas, me fala logo se isso é mentira ou não porque eu to começando a chorar aqui” e ele disse “mano, a gente vai tocar no Rock in Rio” e aí ferrou. Aí começamos a chorar, a gritar. Na lupa temos duas partes uma parte bruta que comemora e uma parte que chora. Quem chora sou e o João, acho que é coisa de família, sabe?

A expectativa para o grande dia

Ai já ligamos pro Juninho e ficamos conversando e eu fiz “Cara, joão! imagina se a gente toca no dia 3? (ainda n sabíamos o dia que iríamos tocar). No dia do Red Hot, do Panic, do Capital. Não, meu filho. A gente tem muita sorte, mas não tem sorte desse jeito não.” 1 hora depois, menina, a gente tava lá no ensaio. Esperando os meninos chegarem no nosso estúdio. Ai meu celular treme. Ai eu abri assim “Rock in Rio” e tinha “Rock in Rio convida a banda Lupa para se apresentar no Palco Supernova no dia 3”. Ai fudeu. Desde então a gente não consegue mais ensaiar.

A gente vai pros ensaios e começa a cantar a música do Rock in Rio, sabe? Tá uma merda. Só Deus sabe o que vai acontecer nesse show. Porque cara não dá pra se preparar. Como que se prepara pra um negócio desse? A gente ensaia nossas músicas, obviamente, é o mínimo que a gente precisa fazer. Mas cara a partir do momento que a gente subir naquele palco, ninguém sabe o que vai acontecer. E tipo, honestamente, a gente não tem essa capacidade. Até hoje as coisas mais legais que aconteceram com a Lupa a gente não tinha planejado. E eu não tenho a menor dúvida que é isso que vai rolar no Rock in Rio. Não tenho ideia do que vai acontecer, mas tenho certeza que vai ser o melhor show das nossas vidas. Não tenho a menor dúvida. É pra sair de lá sem voz, sem corpo…”

Para finalizar, nos conte quais são os planos para o futuro da banda. Teremos mais shows pelo Brasil? Criação de um novo álbum para suceder “Lupercália”?

“Cara, a gente acabou de lançar “Bixinho”, né? Então a gente vai literalmente rodar o Brasil estreando essa música agora. Vamos tocar em tudo quanto é canto. A gente já tem uns materiais muito interessantes pra gente anunciar ainda. Eu sinto que em breve vamos conversar de novo e até o final do ano temos mais dois singles pra lançar, com clipe. E virando o ano a gente entra pra gravar já o próximo CD.”

Por qual motivo você deve escutar Lupa?

Por fim, faz-se necessário tentarmos resumir a nossa impressão sobre a Lupa. Certamente Lupa é amor e entrega a todo momento. Inegavelmente os cinco meninos de Brasília são artistas com um talento arrebatador ao mesmo tempo que carregam um carisma brilhante. Além disso, com toda certeza, a Lupa é preocupada com o seu público. Já que faz questão de transmitir uma sensação de conforto e acolhimento para esses. Além disso, o grupo chega, de uma forma bem inusitada, para desmistificar assuntos enraizados na nossa sociedade. Aliás, mais um ponto positivo é que a banda, embora tenha um estilo mais rock alternativo, passeia e agrada todos os ritmos. Assim sendo, inegavelmente Lupa é uma banda que vale a pena ouvir, e sentir.


Danielly

19 anos, iniciou sua paixão por comunicação transmitindo informações e conteúdos em fã sites. É apaixonada pelo mundo de entretenimento, especificamente música pop, séries e filmes. Estudante de Jornalismo, seu objetivo é propagar conhecimento para o público.
Danielly

Vídeos

disclaimer

O PARADA POP é um site de informações, dicas e resenhas sobre o mundo da música e das celebridades. Em parceria com grandes representantes dos fandoms do mundo pop - os fãs sites - construímos um conteúdo dedicado especialmente a você, fã brasileiro. Muitas das imagens que aparecem no site são de fontes externas, o PARADA POP não reivindica nenhum crédito para si, a não ser que assim seja especificado. Se caso possuir os direitos de alguma imagem e não deseja que ela apareça em nosso site, favor entre em contato e ela será prontamente removida.

Quer enviar uma cartinha ou um presentinho? Entre em contato através do email: contato@paradapop.com

Anuncie aqui!

Acesse nosso midia kit!

Seja um colaborador!

Clique aqui e saiba como!
2016 © PARADAPOP.COM • • • DIREITOS RESERVADOS
Tema por Gabriela Gomes