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Arquivo da categoria 'Crítica Pop'



08.02.2019

Após a turnê mundial de Camouflage a cantora aposta em um álbum inteiramente francês.

 

Papillon vem como grande aposta de Lara para voltar emplacar alguns singles. Após tres álbuns lançados consecutivamente e não conseguindo tornar nenhum um grande sucesso, todos os olhares se viram para o lançamento de agora, já que é o que antecede a turnê mundial em comemoração aos 50 anos de vida da intérprete.

 

Porém, como nem tudo são flores, a cantora se perdeu no quesito identidade. Há uma mistura do pop lírico com a melodia árabe, quem ouve consegue assimilar um pouco com as canções de Dalida. Aquilo que foi transmitido com intensidade em Camouflage ficou pelo caminho neste novo trabalho.

 

Um álbum estático, sem muitas emoções e com um apenas um fluxo. A sensação de ouvir a mesma música por quase uma hora é cansativa.

 

Esperamos que antes da world tour, a cantora volte a lançar algo realmente marcante. As letras atuais são ótimas, mas não vem acompanhadas de uma boa melodia. Deixou a desejar…

site responsável: Alinne Torre
10.01.2019

A Marvel lançou e continua lançando muitos filmes de seus heróis, por décadas os admiradores de quadrinhos vem conhecendo seus personagens favoritos além da HQ, mas agora, chega a era da renovação.

Após conseguir desconstruir a ideia de que o Homem-Aranha era só por Tobey Maguire, com Andrew Garfield e Tom Holland assumindo os legados posteriores. Agora temos diversos Homens-Aranhas… vocês vão entender assistindo ao novo filme da Sony Pictures, dirigido por Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman, com trilha sonora original pela Universal Music: HOMEM-ARANHA: NO ARANHAVERSO que estreia hoje, quinta-feira (10), vai te surpreender no enredo, personagens e estética.

É bom já começar sabendo que o filme recebeu criticas positivas e ganhou o Globo de Ouro como melhor animação.

O filme conta a história de Miles Morales, um personagem que carrega a representatividade negra, que é mordido por uma aranha radioativa em Nova York, como a clássica história que conhecemos desse herói, então, ele começa a ter atitudes estranhas de um verdadeiro Homem-Aranha, sem entender o que está acontecendo, se sentindo excluído na escola, ele foge de casa, nessa caminhada ele encontra Peter Parker combatendo um vilão muito poderoso que quer trazer sua família, que não está mais na terra, de volta, assim ele une seus funcionários e muita tecnologia. Após Peter deixar uma missão ao garoto, um portal interdimensional se abre no meio da cidade, fazendo com que Homens-Aranhas de outras dimensões cruzem o caminho de Miles. O Homem-Aranha que conhecemos, que vem de outra dimensão, com mais de 22 anos de atividade movimenta esse relacionamento de Miles com seus poderes, ao receber essa ajuda ele ganha mais confiança e melhora suas habilidades, além de crescer como um herói, ele cresce como pessoa.

Há muita diferença entre Miles e os demais Homens-Aranhas, como seu gosto musical, o que gosta de fazer, a rotina de um estudante do ensino médio, mas que de alguma forma nos identificamos e ficamos curiosos para conhecê-lo mais, o tornando realmente um personagem original. Ele é carismático, inocente e curioso. Ao mesmo tempo que adquire novas amizades, ele lida com sua coragem crescendo aos poucos em suas aventuras. Com o decorrer do filme, percebemos seu amadurecimento, mas com todo bom humor do Homem-Aranha.

Um dos motivos de sucesso, é a inovação do filme,  onde os diretores e a produção não adotaram formas comuns de animação, como vemos nos filmes mais recentes como Wifi Ralph. Por conta das tecnologias mais recentes e softwares sofisticados, que possibilitam a criação de personagens e cenários com detalhes muito realistas. O filme recebe destaque com gráficos que nos relembram verdadeiras HQs, com balões de palavras, pensamentos, palavras escritas e os próprios quadrinhos, com páginas passando, muitas cores e cenários fantasiosos. Tudo isso porque os três diretores queriam sair da mesmice na animação, então decidiram renunciar à tradição “foi muito assustadora, mas também incrivelmente libertadora”, diz um dos diretores Persichetti. Ele diz que queria recuperar técnicas de desenho a mão.

Trazendo uma modernidade que os responsáveis pela animação tem tanto orgulho, arriscando literalmente a animação de quadrinhos.

Quem quer que seja o telespectador que assiste ao filme, o Homem-Aranha sempre estará o representando e fazendo com que se identifique com o personagem ou sua história. O filme traz um novo significado da chance de ser um Homem-Aranha, que pode ser um porco, um detetive de época, uma garotinha do futuro com diversas tecnologias, um garoto adolescente do Brooklyn ou até mesmo a Gwen assumindo o papel de heroína. A mensagem é que você também é o Homem-Aranha, a ideia de que todos temos de lidar com responsabilidades e escolhas difíceis, associação de que qualquer um pode ser um super-herói, de que todos podem usar a máscara.

Homem-Aranha no Aranhaverso é uma bela produção, tanto esteticamente, quanto discursivamente. Não importa em que dimensão você estiver, o Homem-Aranha sempre estará.

site responsável: Larissa Ricucci
23.12.2018

Após audiência inferior ao esperado, a plataforma digital resolveu não dar continuidade à animação.

Superdrags foi de fato uma série extremamente super estimada. O roteiro não favorecia e os esteriotipos só fizeram com que se fortalecem a ideia de que os homossexuais são todos iguais.

Ainda que houvesse uma cadência ao desenvolver a animação, faltou algo, foi como tirar 10 em uma prova, 0 na outra e atingir a média 5, o suficiente para não conseguir o necessário.

Logicamente é uma grande de perca para o mundo LGBTQ+, já que segundo algumas pessoas, a série ajudava a dar voz e empoderamento, mas não foi bem assim.

Fora as sátiras cansativas, ainda temos uma pitada de repetições o que condena profundamente a série. Todos concordam que é triste ver uma animação não conseguir voar como devia, mas de fato, o enredo não ajudou.

 

Conheça a animação:

Três colegas de trabalho levam vidas duplas como funcionários em uma loja de departamentos e drag queens super-heroinas. Elas combatem o crime e outras forças como uma Drag malvada e um político conservador.

site responsável: Alinne Torre
17.11.2018

Lançada este ano e com forte pressão na Netflix, a série Super Drags veio aos serviços de streaming para mostrar um pouco da visão LGBTQ para o mundo. As pretensões eram trazer humor e mesclar com a representatividade que tanto lhe era exigido.

A escolha de Pabllo Vittar como dubladora de uma das personagens foi uma cartada de mestre, já que em contrapartida a experiente Silvetty Montilla já estava integrada ao elenco desde o início.

Com expectativas dominando cada um dos episódios, parecia que eramos levados para um mundo onde os gays realmente fossem totalmente daquela forma. Soa estranho uma série feita com viés homossexuais contribuir de forma árdua para estereotipar ainda mais aquela afirmação de que “Gay é tudo igual“.

A ideia foi bem recebida, as animações são bastante extrovertidas, o que ajuda a ter uma excelente interação com o publico. Vale ressaltar também que a classificação indicativa é exatamente como tem que ser. Tudo foi preparado nos mínimos detalhes, cada pequeno traço foi bem feito, mas… E a tão falada representatividade? Onde está?

A iniciativa de não vitimizar os homossexuais também é bem aceita em qualquer forma de crítica, mas formar uma ideologia voltada a apenas um pensamento e sem aberturas para outro, é galopante…

O roteiro também não ajuda, é um tanto frágil quando o aspecto é versatilidade. Se há uma questão a ser levantada, é a de “É errado os gays reservados serem como são?” Em um tempo onde problemas psicológicos são os carros chefes e considerados como problemas do século, é preocupante taxar como a comunidade LGBTQ+ tem de seguir uma espécie de “padrão”.

 

Num geral, é uma animação divertida, mas com piadas forçadas, nada além do que já esperamos e conhecemos. Para os que curtem um humor clássico e básico ao nível da era cansada de Zorra Total, Super Drags é a pedida certa, mas para os que não… É recomendável procurar outra atração no catálogo da Netflix.

site responsável: Alinne Torre
13.11.2018

Dalida foi uma cantora de origem egípcia que fez um sucesso estrondoso na Itália, França e por todo o mundo, vendendo cerca de 170 milhões de álbuns durante os 31 anos ininterruptos de carreira.

Apesar do sucesso, a intérprete sempre se via com problemas psicológicos graves, causados por amores impossíveis, ausência de carinho por parte familiar e principalmente por não se ver como deveria, sempre se achando abaixo das demais.

O filme produzido por Liza Azuelos explora com sensatez um pouco sobre cada fase da vida de Dalida, desde os suicídios de quem a moça amava, até a parte mais triste, a do próprio suicídio.

 

 

Durante o longa, dá para se conectar com essa história e se emergir em frases fortes como: “O lado ruim de estar entre a vida e a morte e sobreviver, é saber que nem a morte lhe quer.” E o diálogo com o psicanalista que começa com a pergunta: “Dalida, você não vê que dá esperanças para diversas pessoas?” E a cantora sem exitar responde: “Sim, vejo. Mas e a mim? Quem me dá?”

Um filme que prende o espectador com todos os trâmites de uma história manchada pela depressão e ganha cada vez mais força ao retratar com uma pitada de drama e superação, ainda que a moça não tenha conseguido se recuperar.

É uma excelente pedida para aqueles que querem envolver o coração com sentimentos diferentes, variando entre o choro e os risos ao ansiarmos por sua recuperação.

Svelva Alviti é quem dá vida a Dalida, esse enredo tão melancólico e triste foi lhe proposto com a intenção de  mostrar a versatilidade da atriz que também é modelo. Os traços da moça são parecidos com os da cantora, o que facilitou o conto a ganhar vida. Ao interpretar a tradicional canção francesa “Je suis malade” Sveva chora ao sentir na pele o que a intérprete sentiu.

 

 

Lançado em 2017 o filme ganhou toda a Europa e nos deixou ansiosos por sua chegada nunca cogitada ao Brasil.

Confira o trailler e se emocione com a história de “Dalida o filme”.

https://m.youtube.com/watch?v=-CN_nvsDggI
site responsável: Alinne Torre
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